No sinal fechado…

•07/11/2009 • 1 Comentário

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Uma idéia. Uma idéia surge na sombra de seu pensamento em plena tarde de calor intenso, rotina estressante e cabeça vazia. O sol não nasce como antigamente. Nasce, e até brilha. Mas, ultimamente, seus óculos escuros de rotina escurecem aquele raio, aquele gesto, aquela idéia.

O copo de água está ali, continua ali, mas não sacia a sede mais. Todos foram embora. Todos escureceram mais seus óculos, todos cavaram a cova, todos tiraram sua vontade de beber água. A idéia está perdida na imensidão da cabeça vazia. Perdida, mas continua lá.

Durante as tardes ao volante, a idéia persiste. As ondas de rádio entram e saem de seu ouvido, os sinaleiros abrem e fecham em sua mente, as pessoas continuam andando à sua volta, e a idéia persiste em mantê-lo alheio, distante, ensimesmado.

Talvez a frieza do mundo esteja esfriando sua mente. Talvez a frieza de seu novo mundo entre em paradoxo com seu velho mundo. Seu velho mundo persiste em sua mente, faz comparações, cria expectativas. Seu velho mundo sabe o que faz…

A idéia precisa de norte. Norte. Nortear, direcionar, conduzir… O som da música lá fora o incentiva. A cada ritmo intenso sua mente viaja, seus olhos se fecham e sua alma se distancia.

Como uma pipa descontrolada na brisa, todos nós vivemos momentos parecidos. Momentos que são esquecidos, mas que não se perdem. Momentos esses nos dizem quem somos, porque aqui estamos, aonde vamos… Afinal, quem dirá aonde o vento levará? Apenas apanhe seu chá vermelho quente.

(Re)nasce em vermelho…

•23/09/2009 • 5 Comentários

Em meio às xícaras de chá quente vermelho forte, chuvas em solo seco e desejo de filho pródigo, pergunto-me: Posso, sem armas, revoltar-me?

Assim como Drummond, se o tempo é pobre, o poeta é pobre.

Por essas e outras que decreto: Renasce uma flor. É feia, mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

A flor renasce em vermelho…